quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Meu plágio.
Eu sou um carro na contramão
Um motor que nunca pode ser desligado e está a 180 km/h
Eu precisava procurar um lugar tranquilo pra me enforcar,
Mas sem usar os laços que eu ganhei
Hoje eu tenho algo que não tinha
E isso não tem nenhum uso
E não se pode guardar dentro de uma caixa no armário
Forte demais pra perder
Fraco demais pra desistir
E mais uma vez eu estou preso
Mas essa noite eu vou ser o céu
E vou sustentar as estrelas.
E eu me pergunto se devo ficar
Ou devo fugir e deixar tudo pra trás.
Eu não conseguiria escolher agora
Se me fosse oferecido vida ou morte
Eu já fui guiado pelo medo por muito tempo
E agora eu assumo a direção
Não que eu cansei de ser do bem
Mas as escolhas da minha vida são minhas e de mais ninguém
Fiz uma promessa e foi pela última vez
E naquele acidente de carro
Eu não era o motorista
Eu era a luz, o fogo e o clarão.
O barulho, o estrondo os vidros no chão.
As sirenes ecoando na televisão
Eu era tudo que não se via
Eu era a explosão.
Desculpa se eu te acordei.
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