segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Eu tive mais uma lição.
A mais importante de todas.
É sobre o tempo.
Falar sobre o tempo, é extremamente complicado pra mim.
Então eu não vou falar sobre o tempo em si, de forma paradoxal.
Eu vou falar sobre mim. Na forma que eu aprendi.
Eu tive muitas lições ultimamente, e essa é um complemento a uma ideia.
Prometo saber usar o tempo, de forma a não causar decepções.
De modo que eu valorize o que tem que se valorizar.
Que eu me comprometa comigo. Com o que me faz escrever esse texto.
Com essa fagulha que ainda existe.
Eu queria usar o tempo de outra forma também, mas não tem como controlar o tempo.
Eu não faria quase nada diferente. Mas sabe? essa obra de arte precisava de uma pincelada em alguns lugares, e umas a menos em outros.
Acho que toda obra prima precisa disso, sem excessão.
O que eu não queria é que essa obra de arte, que foi feita com tanta dedicação fosse pendurada nesse quarto sem iluminação, sujo e abandonado.
Eu não acho que ela deveria ser pregada, e esquecida pelo tempo.
E muito mais do que quem via, nós mesmos nos orgulhávamos tanto dela. E eu não consigo entender quando foi o exato momento que ela passou a ser mais um quadro pendurado, sem importância.
Mas na poeira do tempo, só se perde o que é pra ser esquecido.
E as vezes, parece isso.
Mas algo me diz que não.
O tempo sempre esteve do meu lado, mesmo eu não sabendo ficar ao lado dele.
Agora eu vou estar ao lado dele, em tudo.
Fazendo valer a pena, quando valer a pena.

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